Me afogo para não morrer de sede
Me afogo para não morrer de sede é uma instalação que utiliza uma colcha composta por roupas do meu vestuário e de brechós, além de retalhos de descartes e outros tecidos coletados nos meus percursos por Belo Horizonte.
A costura foi realizada junto ao processo de montagem da exposição “Buscar Horizontes” (2025) na FUNARTE MG.


Cartas Difíceis demais para escrever com minha caligrafia
Cartas difíceis demais para escrever com minha caligrafia é uma intervenção que cobriu o outdoor da Escola de Belas Artes UFMG utilizando colchas de tecidos coletados em estabelecimentos que comercializam têxteis danificados e roupas de segunda mão.
Durante do período expositivo, proposto pelo edital, o trabalho foi completamente desmontado e furtado de maneira inesperada. O trabalho continuou exposto como uma resposta escrita com estêncil pela artista:
“Agora tente despir a minha nudez.”


Vestir a Vênus


Arte em Situação de Rua
Arte em Situação de Rua é uma intervenção que consiste na exposição, em espaço público, de seis diferentes almofadas feitas de tule transparente, preenchidas com papel pardo/kraft, posicionadas e cobertas. Sua primeira realização aconteceu em diferentes espaços da UFMG Campus Pampulha.
O objetivo é provocar a ilusão de que há ali uma pessoa em situação de rua. Buscando provocar as presenças, narrativas e interações entre os corpos presentes no espaço da Universidade. Algumas das interações espontâneas dos transeuntes foram registradas pela artista em fotografia.


Me visto de você
Me visto de você baseia-se em roupas que herdei de meu avô (Antônio), meu pai (Anderson) e minha mãe (Eliana Maria), um desdobramento fotográfico de um acervo afetivo. Nas imagens, retorno à minha casa de infância onde morei com minha família por quase vinte anos e, me visto com a sobreposição dessas peças afetivas. O local encontra-se vazio, mas mantém características e vestígios de quando ainda era habitado, assim como as roupas que visto, carregam algo de seus antigos donos.


De carne e sonho
Queria sonhar uma pessoa, e impôr-lhe à realidade.
“um mínimo de mundo visível.”
Gradualmente, o ser de sonho foi habitando a realidade.
Até que, no sonho de quem sonhava,
“o sonhado despertou.”
“[...] o empenho de modelar a matéria incoerente e vertiginosa de que os sonhos são feitos é o mais árduo que um varão pode empreender [...] muito mais árduo que tecer uma corda de areia ou que amoldar o vento sem rosto.
Compreendeu que um fracasso inicial era inevitável.”


Apropriada
A série “Apropriada” busca produzir pinturas utilizando tecido como cor, revivendo a experiência tátil da artista com a costura de tecidos. Para sua realização, são utilizadas vestidos e retalhos coletados em doações, bazares e brechós.
Rovesse se apropria de uma materialidade ligada à performance social, mas que em algum momento rejeitada por alguém. A matéria é deslocada de seu contexto original, propondo a equivalência entre vestuário e pintura.


MOLDES
A série “MOLDES” tem como ponto de partida as páginas labirínticas, coladas sobre tela, contendo modelagem de roupas. As páginas foram retiradas da revista brasileira “Moda Moldes” da On-Line Editora. O trabalho busca criar relações entre os códigos presentes nas técnicas de modelagem e a pintura abstrata construída por camadas transparentes de tinta.


Coração de Artista


Estudos de Anatomia
Estudos de Anatomia é uma série de objetos-pictóricos criados a partir de telas descartadas. A superfície pintada com tinta é retirada do suporte, rasgada em tiras, enrolada em bobinas e realocada dentro da estrutura que antes a suportava. As cores presentes são vestígios das imagens pintadas previamente.


Julgue o livro pela capa
A Série Julgue o livro pela capa consiste em na desconstrução e fusão de livros garimpados em sebos e pinturas descartadas para criar um objeto híbrido.
Buscando provocar tensões entre a leitura imagética e textual através de uma interação material.


Aspiro ao equilíbrio
“AReaproveito telas já pintadas para construir estes objetos autônomos. Rasgo, enrolo, e penduro na parede. Um no
O título é uma referência ao livro Aspiro ao grande labirinto (1986) , resultado de uma coletânea de textos do artista Hélio Oiticica.


Pinturas


Seu presente acalenta minhas saudades


Fogueira


Roupa suja






















































































































